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Nas férias sempre dá aquela vontade de sair de casa e relaxar, ir pra praia ou pro sítio... Mas e aí, o que fazer com o cão da família? É possível levá-lo junto sem que isso cause contratempos que possam estragar a diversão e até mesmo ter conseqüências mais sérias, tanto para o cãozinho quanto para os membros humanos da família? Claro que sim! Tomando alguns passos de precaução, suas férias podem ser aproveitadas sem ter que deixar seu companheiro sozinho em casa.

Em viagens de carro um dos principais problemas é que o animal não pára quieto dentro do veículo. A solução é simples: use uma caixa de transporte apropriada! Ela deve ser de material de fácil limpeza e bem ventilada, e pode ser encontrada em lojas especializadas. Durante a semana antes da viagem acostume o cão com a caixa, deixando dentro dela seus brinquedos prediletos e petiscos. Não feche a porta no início; depois que o animal estiver à vontade dentro da caixa prenda-o por alguns minutos apenas para acostumá-lo a ficar quieto em sua nova casinha. Outra opcão é o cinto de segurança especial para animais, também disponíveis em pet shops. Lembre-se que o motorista pode ser multado se o animal estiver com a cabeça para fora do veículo ou solto sozinho no banco da frente.

Preste muita atenção na temperatura! Cães não suam, e isso faz com que sejam muito sensíveis ao calor. Programe a viagem nos horários mais frescos do dia, e pare a cada duas ou três horas para oferecer água ao seu companheiro. Nunca deixe um cão sozinho em um carro fechado no sol: o animalzinho pode até morrer!
Alguns cães tendem a ficar enjoados e vomitar com freqüência quando andam de carro. Sabendo disso, evite alimentar o animalzinho logo antes da viagem. O veterinário pode indicar alguma medicação para evitar episódios de vômito e tornar a viagem mais agradável.

Consulte o seu veterinário quanto às medicações preventivas necessárias para o local de destino. Em praias, lagos e represas existem mosquitos que transmitem aos cães o chamado "verme do coração", doença grave mas de fácil prevenção com medicação apropriada. Em sítios existe grande possibilidade de contágio por pulgas e carrapatos, que por sua vez transmitem uma variedade de doenças como a erliquiose e teníase. Em qualquer situação é recomendável que o animal esteja com as vacinações em dia, principalmente contra raiva, cinomose e parvovirose.

Por fim, sendo a viagem para outros estados, será necessário encaminhar ao Ministério da Agricultura a carteira de vacinação anti-rábica atualizada e um atestado de saúde do animal para a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA).

Créditos: Denise Yuri Shitara
Médica Veterinária
CRMV-SP 17.343

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